
Mas a melhor é a Murphy's:
Odeio e Amo...
Visto desta forma, até parece coisa banal... Que a navalha serviria para abrir as ostras, pois então???





*Não sei se reperaram: "falam" por "fala", a concordância com o verbo "existem" que é impessoal, é como se no lugar de "existem" estivesse "há"
A responsabilidade do Governo Português é para com mais de 200 milhões de falantes da língua pois está exposta ao Mundo.
Se este Portal estivesse escrito em Inglês técnico, não aconteceria isto...

Quando toda a gente pensava que ja tinha sido descoberta a verdadeira cerveja, eis que surgem vozes a pedirque seja feito um referendo a nivel internacional.
Para enorme espanto meu, uma grande personalidade da nossa sociedade intelectual e social foi apanhada a esconder este "sugestivo livro" na sua viatura, perante isto somos obrigados a rever o nosso conceito de amizade, afinal ainda existem mais 2 999 999 destes ditos AMIGOS.
Livros maus são um veneno intelectual: estragam o espírito. A condição para ler obras boas é não ler obras más, pois a vida é breve, e o tempo e as forças são limitados.

Um cão foi atropelado. As suas entranhas espalham-se pela passadeira, e o sangue, escarlate e quente, escolheu a brancura das listas recentemente pintadas sobre o asfalto para se exibir. É de um mau gosto desmedido deixar-se atropelar naquele lugar de passagem no centro da cidade. Com tantas ruas escuras nos subúrbios decadentes, onde a morte tem uma presença mais harmonizada, estética e moralmente, foi permitido à porcaria do bicho encontrar um pneu voraz mesmo à vista de toda a gente. E depois, já se sabe, os funcionários do município vão levar eternidades a detectar o problema e remover os restos. Os automobilistas, mais esquivos agora, não ajudarão a desagregar o grosso da carcaça: o animal era de grande porte, pelo que uma passagem por cima do seu cadáver, se não causará já problemas de escrúpulo ou chaparia, porque o atropelamento se deveu a um carro pesado que aplainou a maior parte, acarretará, ainda assim, umas salpicadelas aborrecidas. Ninguém quer miolos ou pedaços de intestino pendurados no guarda-lamas, pelo que ainda os teremos na rua por algum tempo. Depois há a alegoria: um cadáver exposto numa passadeira favorece imagens capazes de estragar o dia a qualquer um. É certo que existem aspectos positivos: nas três ou quatro passadeiras seguintes os condutores abrandarão, não vá alguma criança ou velho vagoroso imitar o canídeo no despropósito; e os utilizadores deste percurso pedonal cumprirão a velha regra de olhar à esquerda, depois à direita e de novo à esquerda antes de decidirem não atravessar até haver um semáforo vermelho lá para trás que contenha a manada a uma distância razoável. Mas alguém devia tomar medidas: não é natural que os bichos se ponham a imitar os humanos atravessando os arruamentos nas passadeiras. A terem de andar pelas ruas que o façam no seu jeito inconsciente, errante, assustados e fugidios por entre o tráfego imperturbável, cruzando as estradas com o rabo entre as pernas em permanente desafio à lógica da circulação citadina. Faça-lhes um cut up de balas. Faça, Faça!

Recebemos um e-mail (de certo alguém que percebe do assunto) que trazia esta foto.


